Friday, October 30, 2015
Tiragem
já nem pelos dedos de uma mão
se contam @s meus amig@s.
ó grácio! já dá pra fazer uma edição
de cinco exemplares
sem que se esgote
apoesia
Friday, October 23, 2015
the new romantics
a cynical
transfer
falling in deficit
a common
currency
a single
currency
looking for
a glimpse of goodness
can we discuss the rules?
no
why?
because they’re the rules
designated to fail in love
private debt to feed public mouths
in the breach
blood
on the snow
white
elephants
as money sitting
there
doing
nothing for us
if only
a dangerous
animal
lecturing
on economics-for-all
in the journey crossing over
Eurozone
find a a
river boat
and start
to
sink
sing
Sunday, October 11, 2015
a vida adiada
"cantiga de s. joão"
(...)
"Olha a noite como corre
como passa tão depressa
amigos a noite morre
quando é que a manhã começa?
Quando é que a manhã começa
que é para a gente começar
dos pés até à cabeça
a mexer a respirar?"
(...)
Mário de Cesariny
(...)
"Olha a noite como corre
como passa tão depressa
amigos a noite morre
quando é que a manhã começa?
Quando é que a manhã começa
que é para a gente começar
dos pés até à cabeça
a mexer a respirar?"
(...)
Mário de Cesariny
Thursday, October 08, 2015
external politics
clapping with a metronome
to the mistakes and grammatical oddities
which will end up as retentions
where the method of
systematic doubt can be applied
while the traffic
controlling operations
shepherd visitors in a certain direction
'get out’
requires instant
compliance
Wednesday, October 07, 2015
my private (a)f(f)airs
wax figures
aerial and terrestrial
strong people
as
unplayable techniques
trained animals
lined-up
for
containing a large number of entries
and for
being one of the first
repertoire of deceptions
something like thirty different methods of
cheating at cards
that never work
like breeding tiptoe(r)s
the acceptance of “utility”
as in
never quit performing on the rope
Monday, October 05, 2015
Thursday, September 24, 2015
pequeno-almoço II
há algo de errado
em tudo isto
e eu sei que tu sabes que eu sei
há até uma explicação científica
mas isso de pouco vale
quando tens insónias
e enfias os pesadelos pela goela abaixo
as dívidas debaixo do tapete
as dores à obra
e eu sou toda-ouvidos
mas não faço nada
tu falas
eu oiço
e não acontece nada
então dividimos a culpa em três quartos
e começamos por cima
a rapar
Wednesday, August 12, 2015
Tuesday, August 11, 2015
sejamos então doentes
não nos desgastemos mais
a tirar as ervas
entre os tomateiros
não vão reverdescer
novas palavras
para comunicarmos mais saudáveis
sejamos então doentes
até ao figado
gozemos a cor amarelada da pele
gozemos a fama e o proveito
gozemos o esforço desnecessário
gozemos a dor e os intervalos a fumo
gozemos as coisas a mais e o pouco que nos resta
gozemos as coisas a mais e o pouco que nos resta
naquela coisa onde a gente pôs as uvas
vejamos aparecer
uma cirrose bem treinada nas artes da retórica
que diga por nós
.
as saudades já não me bastam
para pôr a comida na mesa
alimento-me de mim e deixo-me engordar
a olhos vistos
fechei as janelas para não ter correntes d’ar
para não ouvir mais o galo
nem os pássaros demasiadamente matutinos
tenho a língua desbotada do sol
e queimei há muito
o último vestido
em condições de aparecer em público
não quero provar mais nada
ajustar
justificar
à esquerda
ou mesmo à direita
prefiro dar à costa
tenho medo
por exemplo
de me esquecer de tomar os comprimidos
por exemplo
de não saber o caminho de volta
mas fecho os olhos
e faço-me
Sunday, September 14, 2014
nova série em processo
este é o primeiro poema de uma série de
experimentações psicotecnopoéticas, ainda na forja, muito rudimentares
seguramente - toscas, mesmo- agrupadas sob a etiqueta:
On the Poetics and Politics of Being Left
alone
poema 1 - "biografia"
Tuesday, August 12, 2014
“you got to go home to the family”
só um açafate e uma goteira
para o inventário dos arcanjos
de louça
em corredores com duas camadas de filhos
enjeitados
enjeitados
e um gato gordo
ao fundo
a olhar
Friday, March 28, 2014
Tuesday, March 04, 2014
"What is like to be a poet?"
in "the sessions" (2012)
http://www.theguardian.com/film/2013/jan/20/the-sessions-helen-hunt-review
official trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=Fy2y7UIpgP4
and "love poem to no one in particular"
http://www.theguardian.com/film/2013/jan/20/the-sessions-helen-hunt-review
official trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=Fy2y7UIpgP4
and "love poem to no one in particular"
by Mark O’Brien
Let me touch you with my words
For my hands lie limp as empty gloves
Let my words stroke your hair
Slide down your back
And tickle your belly
For my hands, light and free flying as bricks
Ignore my wishes
And stubbornly refuse to carry out my quietest desires
Let my words enter your mind
Bearing torches
Admit them willingly into your being
So they may caress you gently
Within
Thursday, January 09, 2014
Thursday, October 17, 2013
ecografia mamária
passo os dias
a passar os dias
à espera
que nada me aconteça que nada me aconteça que nada me aconteça
às mamas
só as tuas
mãos
só as tuas mãos só as tuas mãos só as tuas mãos
a passar os dias
à espera
que nada me aconteça que nada me aconteça que nada me aconteça
às mamas
só as tuas
mãos
só as tuas mãos só as tuas mãos só as tuas mãos
Saturday, August 24, 2013
o pai
"tenho de falar do pai"
o pai o pai o pai
o pai o pai o pai
o pai o pai o pai
falemos então do pai.
pomo-lo sobre a mesa.
preparamos os guardanapos.
damos a primeira garfada.
mastigamos.
e nesse momento sabemos
ele chegou primeiro.
nada a fazer.
engolimo-nos.
o pai o pai o pai
o pai o pai o pai
o pai o pai o pai
falemos então do pai.
pomo-lo sobre a mesa.
preparamos os guardanapos.
damos a primeira garfada.
mastigamos.
e nesse momento sabemos
ele chegou primeiro.
nada a fazer.
engolimo-nos.
Sunday, August 18, 2013
Poema de 15 de agosto
quero um poema violento
como um livro todo
de Dostoievski quando
lido aos 15 anos.
não está na moda ser
pós-moderna
mas dou-te a minha
palavra.
ainda não se vê a boia
avistamos a espera
a rede
e a tua mão a fazer-se
o carapau que vai sair do
mar
e a tua mão como os teus
olhos a fazer-se
também palavra
a medida de todas as
coisas
e os amigos que comovem
quando perguntam
por nós
quando vêm ver
de nós
e o amor por Ela
uma engrenagem cardíaca
repetidamente vermelha
na boca, nas pernas, nas
fotografias
e a ausência Dela
um lamento amortecido a
trémulas mãos
já que não vamos embora
deste quarto verde onde
vive a mentira
vou contar mais uma
história.
a missão de alguns é
fazer portas
a dela é fazer sangue
neles.
Saturday, April 20, 2013
Tuesday, January 22, 2013
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